segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Sistema defensivo é o mesmo da conquista do título brasileiro de 2016. Já meio-campo e ataque do time têm sofrido com lesões e se encaixam aos poucos




Desde a derrota para o Corinthians, o novo técnico do Palmeiras, Eduardo Baptista, tem insistido no argumento de que o encaixe da equipe se dará por meio de repetição, algo que ainda não conseguiu, pelo menos do meio-campo para frente. Os desfalques e as consequentes mudanças foram lembrados mesmo no último sábado, depois da vitória por 4 a 1 sobre a Ferroviária, na arena.
– Daquela equipe que acabou 2016 não conseguimos repetir ainda seis atletas juntos – disse o treinador, referindo-se à campanha do título brasileiro sob comando de Cuca.
De fato, são significativas as ausências dos lesionados Tchê Tchê e Moisés, fundamentais ao meio-campo na temporada passada, sem contar a saída do artilheiro Gabriel Jesus, negociado com o Manchester City. Nas últimas semanas, todas as soluções encontradas se perderam. Jean foi testado no meio-campo, mas forçado a voltar à lateral direita com a lesão de Fabiano. Depois, Felipe Melo sofreu um corte profundo no supercílio e também virou baixa.
Time de  Eduardo Baptista sofreu apenas três gols no campeonato estadual, sendo o último deles marcado em cobrança de pênalti
Na mais recente tentativa de ajustar o meio-campo, as entradas de Thiago Santos e de Zé Roberto como volante improvisado deram certo diante da Ferroviária. No mesmo jogo, Miguel Borja estreou no segundo tempo e mostrou grande poder de finalização ao balançar a rede em seu único chute a gol.
O pedido de calma de Eduardo tem como principal argumento a boa fase da defesa, único setor da equipe que conseguiu ser mantido em relação a 2016. Ainda que Yerry Mina e Edu Dracena venham se revezando por programação do departamento médico e do restante da comissão técnica, as demais posições dificilmente têm se alterado.
Fernando Prass, Vitor Hugo, Jean e Zé Roberto (ou Egídio, como foi no último sábado) são todos remanescentes do elenco campeão brasileiro. Não à toa, trata-se da defesa menos vazada do Campeonato Paulista até aqui: três gols em seis rodadas. O último gol sofrido foi de pênalti, depois de o árbitro ter invalidado defesa e mandado a cobrança voltar.
A pressa da torcida para ver o time encantar, porém, também tem suas razões. Depois de enfrentar o RB Brasil na sexta-feira, em Campinas, o Palmeiras já tem pela frente seu primeiro compromisso na Taça Libertadores: na quarta-feira, visita o Atlético Tucumán, na Argentina.
FONTE: GLOBO ESPORTE

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