segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Capitão, que chegou a declarar preferência pelo esquema tático antigo no início do Campeonato Paulista, viu equipe jogar dessa forma na goleada sobre a Ferroviária





A escalação do Palmeiras contra a Ferroviária, no último sábado, surpreendeu. Ninguém esperava que Zé Roberto fosse deslocado da lateral esquerda (dando lugar a Egídio) para atuar improvisado como volante ao lado de Thiago Santos. Depois de vários jogos no 4-1-4-1, o técnico Eduardo Baptista adotou o esquema 4-2-3-1 e viu a equipe vencer em casa por 4 a 1.
Mesmo na arena e contra um adversário que ocupa a vice-lanterna da classificação geral do Campeonato Paulista, a goleada levantou a questão se o sistema deve ou não ser mantido para as próximas partidas – o time joga na sexta-feira diante do RB Brasil, em Campinas, e estreia na Taça Libertadores na semana seguinte, frente ao Atlético Tucumán, na Argentina.
Ao ser questionado sobre o assunto na saída da arena, Dudu preferiu desconversarNas primeiras rodadas da competição estadual, o capitão admitiu preferência pelo 4-2-3-1 (esquema utilizado por Cuca, antecessor de Eduardo, na conquista do título brasileiro), em declaração que acabou gerando alguma polêmica.
Deu certo, mas agora cabe ao treinador decidir. Acho que ele sempre tenta analisar o adversário"
Michel Bastos, ponta pela direita
– Ele conversa com a gente, procura a melhor formação dentro de campo, o melhor posicionamento. Nosso time fez um bom trabalho, um bom jogo – esquivou-se o camisa 7, que, em vez de atuar pelas pontas, como vinha acontecendo, foi escalado originalmente como armador pela faixa central do campo.
– Para mim, tanto faz (o posicionamento). O importante é o Palmeiras jogar bem e ganhar. No ano passado também, algumas vezes o Cuca me colocou pelo meio. Estou feliz e espero continuar com esse desempenho que venho tendo – completou Dudu.
A utilização de Dudu pelo meio permitiu que Keno pudesse ser escalado na esquerda. O atacante fez seu primeiro gol com a camisa alviverde e – não só por isso – foi o principal nome do Palmeiras na goleada, apesar de a estreia de Miguel Borja ter atraído os holofotes.

– O Eduardo vem me dando confiança, eu estava precisando disso. Vinha atuando bem pelo lado, com todo respeito ao Dudu, que é um jogador que não tem nem o que falar... Hoje (sábado) ele atuou por dentro e me ajudou muito também pelo lado esquerdo – comentou Keno, que, a exemplo de Michel Bastos, deixou a formação tática à escolha do comandante.
– Ele mudou algumas peças, e deu certo. Isso mostra também a versatilidade da equipe, de poder mudar de um esquema para o outro e manter o nível. Deu certo, mas agora cabe ao treinador decidir. Acho que ele sempre tenta analisar o adversário para decidir a melhor forma tática – opinou Michel Bastos, outro a balançar a rede diante da Ferroviária.
FONTE: GLOBO ESPORTE

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