Depois de não conseguir furar a marcação do Corinthians, que tinha um jogador a menos, time de Eduardo Baptista deve enfrentar uma Ferroviária bem defensiva
O palmeirense que assistir neste sábado à partida contra a Ferroviária, às 16h30 (horário de Brasília), na arena, provavelmente terá a paciência testada mais uma vez. Assim como no clássico de quarta-feira, quando o Corinthians se fechou totalmente após ter um jogador expulso, a equipe de Araraquara deve entrar em campo bem retrancada.
Em Itaquera, a ideia de rodar a bola em velocidade para fazer valer a superioridade numérica não funcionou. Em vez de dinamismo, o time treinado por Eduardo Baptista apresentou morosidade, segundo suas próprias palavras. Um contra-ataque fatal nos minutos finais determinou a derrota mesmo com um a mais.
Comandada atualmente por Paulo César de Oliveira (ou PC Oliveira, como é conhecido o ainda técnico da seleção brasileira de futsal), a Ferroviária não faz uma grande campanha no Campeonato Paulista, mas, escalada no fim de semana passado com três volantes, derrotou o Santos na Vila Belmiro graças a um gol de bola parada, depois de pouco subir ao campo de ataque durante quase todo o confronto.
– Tivemos dificuldade contra o Corinthians, que se fechou em uma linha de seis, e a Ferroviária, em alguns momentos, se fecha com uma linha de seis também. Vamos tentar trabalhar para escapar disso. Se falar (o que eu pretendo fazer), vou dar armas ao adversário.
– disse Eduardo, que faz muitos elogios ao técnico rival.
– disse Eduardo, que faz muitos elogios ao técnico rival.
– O treinador de futsal é marcado pela estratégia. O time de futebol salão não tem posição fixa... Ainda quando eu jogava futsal, tinha pivô, os alas. Hoje não existe mais isso. Hoje é um carrossel, todos giram (a bola), todos têm função. Imagino que ele esteja estudando bastante o Palmeiras também e vai armar como armou contra o Santos. Nós vamos tentar escapar de algum tipo de marcação que ele possa fazer – analisou.
Nesse trabalho de rodar a bola para penetrar na defesa adversária, o Palmeiras não terá Felipe Melo. Único homem da segunda linha do esquema 4-1-4-1, o volante sofreu um corte profundo no supercílio em Itaquera, levou 20 pontos cirúrgicos e não foi relacionado para a partida.
O meio-campo palmeirense, a propósito, tem sofrido com uma série de desfalques. Na sexta-feira, Eduardo Baptista lembrou as ausências de Tchê Tchê e Moisés, fundamentais na conquista do título brasileiro de 2016, e a dificuldade de descolar Jean para o setor, já que não há um substituto de ofício para a lateral direita em função da lesão de Fabiano.
FONTE: GLOBO ESPORTE


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